O meu dia até nem começou muito cedo, à partida já sabia que ia ser bastante agitado, o que veio realmente a acontecer. Quando cheguei ao aeroporto com a minha família tive logo três surpresas que não esperava. Quem teve lá sabe do que estou falar. LOL. Obrigado Fati, Marta e Reyge.
A viagem estava marcada para as 14:00, mas as companhias de low-cost, já se sabe baratas demais (quando a esmola é muita o pobre desconfia), trazem sempre algo de surpreendente. Desta vez, mudou a porta de embarque, era a 14 passou para a 16, e além disso, o avião só se atrasou 40 minutos. Depois destas tropelias e esperas, finalmente embarco, eram 15:00 certas. O percurso demorou uma hora, logo o desembarque foi às 17:00 (hora local).
Ao fim de ter toda a bagagem na mão inicio uma nova aventura no aeroporto Barajas: encontrar a entrada para o metro, pois eu sabia da sua existência ali. Para além de estar muito bem sinalizado, o aeroporto tem bastantes pessoas que nos podem ajudar a esclarecer dúvidas. O pior foi o que tive de andar para coger o metro, foram escadas rolantes, passadeiras rolantes, corredores…sei lá mais o quê. Com o bilhete de metro na mão, depois de ter sido sacado numa máquina automática, lá vou eu para o underground madrileño. A orientação é bastante fácil para as pessoas que estão ali pela primeira vez como eu, as indicações são claras e precisas.
Consigo arranjar um lugar para me sentar, e então pergunto a um senhora que ia ao meu lado, se aquela era a direcção para Nuevos Ministerios. A senhora com a sua simpatia espanhola, que por acaso até foi muita, respondeu-me que sim. Mas a conversa não ficou por aí, bastante faladora, contou-me logo que não era de Madrid, mas sim de León, estava ali de passagem e que também ia para uma estação de metro na minha linha, Méndez Álvaro. Não me fiz de rogado e também lhe contei um pouco da minha história ali, o porquê e o como de estar naquele sítio. Como eu sabia que ia para a estação O’Donnell, disse-lhe que depois tínhamos de mudar de linha, e assim foi. Quando me fui embora, saiu-lhe o típico: ¡Qué tengas suerte!
Com um mapa do famoso Google, que por sorte não era nada mau, iniciei a busca da residencial pelas calles. Apesar de ter uma bússola na mala, o meu norte em Espanha está voltado para sul, e vice-versa, aí começou a primeira dor de cabeça do dia. LOL. Depois de perguntar a uma casal de idosos, a dois polícias e a um grupo de adolescentes vejo pela primeira vez um nome de uma rua no mapa, pois este era muito reduzido e específico. Naquela hora amaldiçoei o facto de não ter comprado um guia da cidade, mas enfim….
Sabendo eu que estava perto do local, mas não sabia onde estava propriamente a rua, perguntei outra vez a quatro chicas espanholas onde ficava a rua, que agora para mim já era maldita. Disseram que era mais para baixo donde eu estava, mas não tinham certeza. Quando lhes falei de uma residência de estudantes, riram-se, não conheciam nenhuma naquele bairro. O meu sangue naquele momento gelou, se não existisse onde é que eu me ia meter àquela hora. As raparigas decidem-se a ajudar-me a encontrar a tal rua, graças ao mapa que trazia encontrámos a rua, pois onde devia estar a placa está uma obra a decorrer. Finalmente, no número 7 ali estava a residência.
Despedidas e agradecimentos feitos às chicas, toco à campainha e sou recebido por uma empregada boliviana muito simpática (descobri a sua origem pelo sotaque e pela resposta que me deu aquando da minha interrogação sobre a sua origem). LOL. Uma residência bastante acolhedora e simpática acolhe-me, espero eu, por alguns dias, até encontrar uma habitación.
PS: Escrevi muito hoje porque é o primeiro dia e estou muito cansado para sair, senão ninguém me apanhava nessa movida madrileña.
2 comentários:
Para primeiro dia pareceu mais uma semana de acontecimentos loool Vais mudar tanto mibbá. Adoro.t e já agora: ¡qué tengas suerte! besotes
Pipa
Apesar de o primeiro dia ter sido um pouco agitado, espero que os proximos sejam mais calminhosss... Cuidado com essas Chicas españolitas... lolol beijoka Ângela. =)
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