Isto nao tem andado nada fácil.
Já tenho trabalhos a entregar e bibliotecas a frequentar. Na segunda semana de universidade já tenho os testes marcados, datas de entrega de trabalhos e uma apresentaçao oral marcada.
Nem tenho conhecido a cidade. Este fim de semana vou me vingar. LOL
Ao fim de quase duas semanas percebo duas coisas: os espanhóis utilizam muitas meias brancas, sim, é verdade. Um bocado estranho mas enfim. O outro costume é o uso comum de fatos treinos, é normal ver pessoas nas aulas e às compras de fato de treino.
Outra cena que os espanhóis fazem é utilizar a palavra Hombre! no sentido do claro! português, incluindo para as mulheres.
PALAVRAS DO DIA: estufa-aquecedor; rasgo-traço; Ilustración-Iluminismo.
NOTA 1 - Pormeto pôr fotos de Madrid este fim de semana, vou fazer uma visita guiada com um grupo de estudantes erasmus.
NOTA 2 - Para a semana vou escrever mais, prometo!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
hummm.....rotina....
O costume: metro, aulas, trabalhos, livros, apontamentos, fotocópias.
Nem tenho conhecido nada da cidade.
O que vale é a fiesta...LOOOL.
adios!!!!!!
Nem tenho conhecido nada da cidade.
O que vale é a fiesta...LOOOL.
adios!!!!!!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
5 asignaturas (cadeiras)....
hum... já tenho as cinco cadeiras...agora é preciso começar a fazer os trabalhos. O que é curioso foi chegar até aqui. Frequentei aulas que nao serviram para nada. LOL.
Uma afirmaçao de uma professora veio confirmar aquilo que eu já pensava, segundo a profesora a area das ciencias sociais nas universidades vai-se transformar em actividades na sua maioria para pessoas reformadas. Com as mudanças que se verificaram nas sociedades, as areas de dominio serao sem duvida a ciencia e tecnologia.
As ciencias sociais formarao hobbies, essa é a verdade. O futuro o dirá.
Até lá, tenho trabalhos para fazer, livros para ler e até há uma apresentaçao oral!!
¡¡¡Hasta!!!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
0
Dia não produtivo, LOL.
Balanço diário: 0.
Palavras-chave: Chuva, comida, quarto, pc, música, apontamentos, livros, falar.......
NOTA: Amanha vou me vingar, ai vou vou.
Balanço diário: 0.
Palavras-chave: Chuva, comida, quarto, pc, música, apontamentos, livros, falar.......
NOTA: Amanha vou me vingar, ai vou vou.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Fin de semana
Resumo do dia: dormir muito; fotos no metro; abono de transportes; Callao; FNAC; Corte Inglés; Livros; Gran Vía; Palácio Real; Almudena; Sol; compras no Dia; arrumação do quarto; jantar comum e fiesta!!!
¡Hasta!
¡Hasta!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
¿Judío converso? Não me parece...
Ontem e hoje houve de tudo, aulas interessantes e aulas secantes. Contudo descobri que o meu apelido em Espanha tem origem em judeus convertidos. Fiquei a saber isso porque uma professora tem o mesmo apelido que eu.
Já tenho trabalhos para fazer, duas recensões, que por acaso são bastante curiosas. Uma sobre a Igreja e a outra sobre o poder político na Idade Moderna. Daqui a dois meses estou com um exame, até lá tenho de praticar o espanhol escrito, senão não vou ser aprobado.
¡Hasta luego!
NOTA: Ontem houve crepes!!!
NOTA 2: Já estou cá há uma semana!!
PALAVRAS DOS DIAS: pariente - parente; huelga - greve; bóveda - abóbada; mayorazgo - morgadio.
Já tenho trabalhos para fazer, duas recensões, que por acaso são bastante curiosas. Uma sobre a Igreja e a outra sobre o poder político na Idade Moderna. Daqui a dois meses estou com um exame, até lá tenho de praticar o espanhol escrito, senão não vou ser aprobado.
¡Hasta luego!
NOTA: Ontem houve crepes!!!
NOTA 2: Já estou cá há uma semana!!
PALAVRAS DOS DIAS: pariente - parente; huelga - greve; bóveda - abóbada; mayorazgo - morgadio.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Ao sabor das aulas…
Aulas e mais aulas. A escolha tem andado difícil. São muitas as opções, mas poucos os resultados positivos. Lá se vai andando. Ou numa cadeira os métodos de avaliação não me interessam ou a professora é esquisita ou fala rápido de mais ou então a matéria não é muito interessante.
Finalmente, consegui ir às compras. Fui ao Dia. LOL. Também o há aqui. Nota: os champôs estão fechados num armário, é um riso, tem de se pedir à empregada o que queremos. Estes espanhóis são demais. Mas não me convence totalmente, melhor é sem dúvida o Corte Inglés.
NOTA: Finalmente tenho a certeza que a Itália é uma das capitais da moda, as italianas erasmus têm bastante atenção à estética. Percebo agora a origem da Versace, da Prada, da Bennetton... Armani....Gucci.....
PALAVRA DO DIA: Rascacielos - arranha-céus
Finalmente, consegui ir às compras. Fui ao Dia. LOL. Também o há aqui. Nota: os champôs estão fechados num armário, é um riso, tem de se pedir à empregada o que queremos. Estes espanhóis são demais. Mas não me convence totalmente, melhor é sem dúvida o Corte Inglés.
NOTA: Finalmente tenho a certeza que a Itália é uma das capitais da moda, as italianas erasmus têm bastante atenção à estética. Percebo agora a origem da Versace, da Prada, da Bennetton... Armani....Gucci.....
PALAVRA DO DIA: Rascacielos - arranha-céus
Torres KIO
"Calçada Espanhola"
O primeiro de muitos....
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Verdad??? Qué bueno!!!
E lá continua a chuva, o Inverno veio para ficar. Ao fim do segundo dia de aulas a minha rotina forma-se: sair de casa cedo para a universidade, apanhar o metro e o autocarro, chegar tarde a casa, já de noite, bem cansado. Hum… devo ser o erasmus com mais cadeiras, tenho uma carga horária enorme, são cinco cadeiras que terei de fazer pelo menos. Ando agora na escolha. LOL
Mas a melhor notícia do dia deve ser aquela que recebi logo de manhã, posso frequentar as aulas que quero e só em Março é que entrego a matrícula. O que quer dizer que por agora vou andando a probar as cadeiras que mais me suscitam curiosidade, e qualquer dia escolho as que vou fazer, ou tentar fazer. É que já assisti a três cadeiras em que não percebi nada do que as professoras diziam, e não sou o único. Falei com uma espanhola, e volto a referir, era mesmo uma espanhola, madrileña, e disse-lhe que a professora hablaba demasiado rápido, para meu espanto ela concordou comigo e exclamou que havia palabras raras que também não percebia.
E assim, lá vou eu às clases que quero e bem me apetece. Vou conhecendo mais erasmus, na sua maioria são italianas ou francesas. Há de tudo, é a Europa, mas também os States.
O ensino é parecido ao de Portugal, mas há diferenças: por um lado, não tem nada a ver com a FCSH, os professores estão num estrado e falam sentados nas suas secretárias para um microfone. Sim, parece que estamos nas antigas universidades, aqui ainda é assim, até tem a sua piada. Por outro lado, os professores queixam-se da baixa participação dos alunos nas aulas, isto é me familiar. LOL. Não há cadeiras isoladas, são bancos corridos, fixos ao chão. Raios!! Dor nas costas certa.
O que é ridículo é que ainda temos de entregar uma ficha com o nosso nome e uma foto aos professores, pergunto eu para quê as cenas informáticas? Para nada, presumo. Outro facto que achei pitoresco foi uma professora queixar-se do orçamento da universidade para as fotocópias, de momentos pensava que estava em Portugal, mas não, o aperto do cinto é mesmo global.
Outra cena, um licenciado que saia daqui com o curso de História vai com 313 créditos em cinco anos, eu vou com uns meros 180 créditos em três anos na FCSH. É isto a igualdade no ensino no espaço europeu, o Processo de Bolonha é balelas.
As tão afamadas aulas práticas da FCSH ao lado disto são uma formiga ao lado de um elefante. Aqui reserva-se a quarta-feira para as aulas práticas, estas incluem visitas a museus, exposições, trabalhos de campo, visionamento de filmes e documentários, assistência a conferências e a debates. Isto é o que eu chamo de aulas práticas, não é estar, como eu conheço, numa sala a fazer trabalhos de grupo com sistema de faltas ou não sei o quê mais.
Mas porque a Complutense é a Complutense, oferece um guia para os estudantes erasmus com um CD incluído. Vai lá, vai. É só a universidade com mais estudantes em Espanha, que é isso, ah?? São só 88 mil estudantes!!
Mas a melhor notícia do dia deve ser aquela que recebi logo de manhã, posso frequentar as aulas que quero e só em Março é que entrego a matrícula. O que quer dizer que por agora vou andando a probar as cadeiras que mais me suscitam curiosidade, e qualquer dia escolho as que vou fazer, ou tentar fazer. É que já assisti a três cadeiras em que não percebi nada do que as professoras diziam, e não sou o único. Falei com uma espanhola, e volto a referir, era mesmo uma espanhola, madrileña, e disse-lhe que a professora hablaba demasiado rápido, para meu espanto ela concordou comigo e exclamou que havia palabras raras que também não percebia.
E assim, lá vou eu às clases que quero e bem me apetece. Vou conhecendo mais erasmus, na sua maioria são italianas ou francesas. Há de tudo, é a Europa, mas também os States.
O ensino é parecido ao de Portugal, mas há diferenças: por um lado, não tem nada a ver com a FCSH, os professores estão num estrado e falam sentados nas suas secretárias para um microfone. Sim, parece que estamos nas antigas universidades, aqui ainda é assim, até tem a sua piada. Por outro lado, os professores queixam-se da baixa participação dos alunos nas aulas, isto é me familiar. LOL. Não há cadeiras isoladas, são bancos corridos, fixos ao chão. Raios!! Dor nas costas certa.
O que é ridículo é que ainda temos de entregar uma ficha com o nosso nome e uma foto aos professores, pergunto eu para quê as cenas informáticas? Para nada, presumo. Outro facto que achei pitoresco foi uma professora queixar-se do orçamento da universidade para as fotocópias, de momentos pensava que estava em Portugal, mas não, o aperto do cinto é mesmo global.
Outra cena, um licenciado que saia daqui com o curso de História vai com 313 créditos em cinco anos, eu vou com uns meros 180 créditos em três anos na FCSH. É isto a igualdade no ensino no espaço europeu, o Processo de Bolonha é balelas.
As tão afamadas aulas práticas da FCSH ao lado disto são uma formiga ao lado de um elefante. Aqui reserva-se a quarta-feira para as aulas práticas, estas incluem visitas a museus, exposições, trabalhos de campo, visionamento de filmes e documentários, assistência a conferências e a debates. Isto é o que eu chamo de aulas práticas, não é estar, como eu conheço, numa sala a fazer trabalhos de grupo com sistema de faltas ou não sei o quê mais.
Mas porque a Complutense é a Complutense, oferece um guia para os estudantes erasmus com um CD incluído. Vai lá, vai. É só a universidade com mais estudantes em Espanha, que é isso, ah?? São só 88 mil estudantes!!
Mi facultad
NOTA: Soube hoje que as aulas acabam a 6 de Junho, até ao fim do mês são os exames.
¡Hasta!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Ai e Ui!!
Em Madrid a chuva também molha as pessoas que não têm paraguas (chapéu de chuva). Conheci finalmente a universidade, é um bocado longe desde de casa, tenho de andar a pé, de metro e de autocarro. Enfim, há música para ouvir e livros para ler. A cidade universitária de Madrid é mesmo uma cidade, não é nenhuma miniatura.
Os estudantes erasmus são como as baratas tontas, é fácil reconhece-los, andam com mapas e guias nas mãos, olham muito para as indicações, como eu faço. LOL. Mas não é só isso, perguntamos isto ou aquilo, é assim nos primeiros tempos. Hoje só conheci uma italiana, uma francesa, uma alemã (que fala também esperanto, fiquei bué intrigado), duas espanholas e um espanhol.
Quando fiquei a saber que eles não têm ainda o Bolonha e que são cinco anos a licenciatura, ia caindo para o lado. Nunca pensei, mas pronto, pelo que me disseram há muita polémica e resistência. Depois saber que as notas são de 0 a 10, é demais. Há o aprobado, notable e não sei mais o quê.
A melhor cena do dia foi perguntarem uma indicação no metro, é estranho pois não tenho cara de espanhol, mas pronto, lá consegui dizer o sítio. Até pensei, há dois dias andava com o plano da rede, agora já consigo dar indicações, pois, são as estações onde passo normalmente.
Os estudantes erasmus são como as baratas tontas, é fácil reconhece-los, andam com mapas e guias nas mãos, olham muito para as indicações, como eu faço. LOL. Mas não é só isso, perguntamos isto ou aquilo, é assim nos primeiros tempos. Hoje só conheci uma italiana, uma francesa, uma alemã (que fala também esperanto, fiquei bué intrigado), duas espanholas e um espanhol.
Quando fiquei a saber que eles não têm ainda o Bolonha e que são cinco anos a licenciatura, ia caindo para o lado. Nunca pensei, mas pronto, pelo que me disseram há muita polémica e resistência. Depois saber que as notas são de 0 a 10, é demais. Há o aprobado, notable e não sei mais o quê.
A melhor cena do dia foi perguntarem uma indicação no metro, é estranho pois não tenho cara de espanhol, mas pronto, lá consegui dizer o sítio. Até pensei, há dois dias andava com o plano da rede, agora já consigo dar indicações, pois, são as estações onde passo normalmente.

Amanhã vou ter que me meter numa daquelas simpáticas cabines de fotografias no metro, é o melhor para sacar fotos.
O Corte Inglés tem coisas tão boas, não se consegue resistir.
NOTA: Hoje o jantar em casa é comum, comida italiana para todos. Mamma mia!
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Onde eu estou metido! LOL
Depois da saída da Residência La Luna estabeleço-me na minha nova casita. Somos ao todo 8, LOL, eu sei, muitos!!! Sou eu, dois italianos, dois espanhóis, um português, um austríaco e uma rapariga que é polaca. É que é mesmo de loucos, está aqui quase metade da Europa. LOL. A culpa disto é a globalização e a U.E.
Neste momento o meu quarto tem as paredes vazias, mas tenho que arranjar uma boa decoração, não gosto de ver as paredes desnudas. LOL. Cada um é responsável pela limpeza da sua habitación. A comum é feita por uma empregada, nada mau.
Fiquei hoje a saber que vou demorar cerca de 45 minutos entre a casa e a universidade, contando com o que se tem de andar de metro e a pé. Não é muito perto, mas enfim, foi o que se conseguiu arranjar. Até agora tenho gostado de estar aqui. LOL
Amanhã tenho de ir à faculdade resolver as coisas, tenho duas cadeiras que tenho de cambiar pois são de 4.5 créditos. Eu não quero ficar com créditos para fazer depois na FCSH. Ainda vou ter que mandar um fax para Lisboa a enunciar as alterações ao plano de estudo. ¡Dios mío!
E o frio que está hoje, anda tudo com casacos, coletes, cachecóis, luvas, sei lá, tudo e mais alguma coisa.
Tenho de pôr algumas imagens, ainda não arranjei tempo para começar aí a sacar fotos e hacer vídeos. Tem que se ir arranjando. LOL.
NOTA: Ontem não disse, mas já vi três McDonald's, já sei onde posso pagar a aposta que vou perder. As senhoras apostadoras não se podem é esquecer de virem a Madrid.
Neste momento o meu quarto tem as paredes vazias, mas tenho que arranjar uma boa decoração, não gosto de ver as paredes desnudas. LOL. Cada um é responsável pela limpeza da sua habitación. A comum é feita por uma empregada, nada mau.
Fiquei hoje a saber que vou demorar cerca de 45 minutos entre a casa e a universidade, contando com o que se tem de andar de metro e a pé. Não é muito perto, mas enfim, foi o que se conseguiu arranjar. Até agora tenho gostado de estar aqui. LOL
Amanhã tenho de ir à faculdade resolver as coisas, tenho duas cadeiras que tenho de cambiar pois são de 4.5 créditos. Eu não quero ficar com créditos para fazer depois na FCSH. Ainda vou ter que mandar um fax para Lisboa a enunciar as alterações ao plano de estudo. ¡Dios mío!
E o frio que está hoje, anda tudo com casacos, coletes, cachecóis, luvas, sei lá, tudo e mais alguma coisa.
Tenho de pôr algumas imagens, ainda não arranjei tempo para começar aí a sacar fotos e hacer vídeos. Tem que se ir arranjando. LOL.
NOTA: Ontem não disse, mas já vi três McDonald's, já sei onde posso pagar a aposta que vou perder. As senhoras apostadoras não se podem é esquecer de virem a Madrid.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Hum...afinal....positivo o dia....
Se ontem me queixei do que tinha andado, hoje então... Passei por uma série de sítios: pelo Jardim do Retiro (local que merece muitas visitas com a câmara a acompanhar), pela Gran Via, Calle de Alcalá, Paseo de Recoletos, Calle de Goya, Paseo del Prado, por ruelas e becos de que não me lembro o nome. Um recorrido muito interessante.
Tinha pensado no dia anterior fazer o abono (passe) do metro, tinha pensado, pois pensei muito bem. Normalmente uma pessoa que pensa fazer um passe de metro dirige-se ao guichet de uma estação, mas aqui isso não funciona.
A senhora do metro que me atendeu, muito simpática por acaso, explicou-me que teria de ir a um estanco (tabacaria). É claro que não percebeu a minha cara de espanto, mas pronto lá fui eu andando pelas ruas e perguntando a alguém que eu visse com pés e cabeça, sim, porque aqui em Madrid vê-se de tudo, LOL, e fique claro que eu não sou preconceituoso.
Passado um bom bocado de tempo, há sempre alguém que não sabe ou que não é de Madrid, finalmente alguém me indica um estanco onde se vendem abonos. Vou eu todo contente seguindo as instruções: gire não sei para onde, cruce por ali e não por aqui, depois sigue todo recto. Até que enfim encontro um abençoado sítio. Mas como eu já sei que à primeira nunca vai lá, a loja já tinha os abonos esgotados. LOL. Mas a melhor parte não é esta, pergunto à vendedora onde posso encontrar outro estanco, diz-me: en el outro lado de la calle. Andei ruas e ruas em que não havia um pequeño estanco, encontro logo dois na mesma rua, um em frente do outro. LOL.
Mas se a peripécia acabasse por aqui ficava feliz, depois de uma breve explicação o vendedor, percebi que tinha de preencher uma ficha e levar uma fotocópia do BI e uma foto. Está bem claro que fiz isso logo ali, pensando eu que estava tudo certo, mas o desenrascanço tramou-me desta vez. ¡No se pueden hacer tarjetas com copias de fotos! Pumba, quem tem fotocopiazinha, não leva passezinho. Resumindo a história, fique ainda sem passe de metro.
Mas a boa notícia do dia é que vou morar numa casa com mais estudantes de Erasmus, incluindo um português, LOL, uma polaca, um italiano e mais não sei quem. Bem e lá vou andando, pois tenho que ir cenar (jantar). ¡Hasta luego!
Tinha pensado no dia anterior fazer o abono (passe) do metro, tinha pensado, pois pensei muito bem. Normalmente uma pessoa que pensa fazer um passe de metro dirige-se ao guichet de uma estação, mas aqui isso não funciona.
A senhora do metro que me atendeu, muito simpática por acaso, explicou-me que teria de ir a um estanco (tabacaria). É claro que não percebeu a minha cara de espanto, mas pronto lá fui eu andando pelas ruas e perguntando a alguém que eu visse com pés e cabeça, sim, porque aqui em Madrid vê-se de tudo, LOL, e fique claro que eu não sou preconceituoso.
Passado um bom bocado de tempo, há sempre alguém que não sabe ou que não é de Madrid, finalmente alguém me indica um estanco onde se vendem abonos. Vou eu todo contente seguindo as instruções: gire não sei para onde, cruce por ali e não por aqui, depois sigue todo recto. Até que enfim encontro um abençoado sítio. Mas como eu já sei que à primeira nunca vai lá, a loja já tinha os abonos esgotados. LOL. Mas a melhor parte não é esta, pergunto à vendedora onde posso encontrar outro estanco, diz-me: en el outro lado de la calle. Andei ruas e ruas em que não havia um pequeño estanco, encontro logo dois na mesma rua, um em frente do outro. LOL.
Mas se a peripécia acabasse por aqui ficava feliz, depois de uma breve explicação o vendedor, percebi que tinha de preencher uma ficha e levar uma fotocópia do BI e uma foto. Está bem claro que fiz isso logo ali, pensando eu que estava tudo certo, mas o desenrascanço tramou-me desta vez. ¡No se pueden hacer tarjetas com copias de fotos! Pumba, quem tem fotocopiazinha, não leva passezinho. Resumindo a história, fique ainda sem passe de metro.
Mas a boa notícia do dia é que vou morar numa casa com mais estudantes de Erasmus, incluindo um português, LOL, uma polaca, um italiano e mais não sei quem. Bem e lá vou andando, pois tenho que ir cenar (jantar). ¡Hasta luego!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Primeiro Dia
Escrevo a primeira entrada no blog Diário de um Erasmita a muitos quilómetros de casa, até nem são muitos, sentado numa confortável cadeira no meu quarto na Residência La Luna. São 22:00 (hora local) e já estou em Madrid pronto para iniciar o segundo semestre ao abrigo do programa Erasmus na Universidad Complutense de Madrid.
O meu dia até nem começou muito cedo, à partida já sabia que ia ser bastante agitado, o que veio realmente a acontecer. Quando cheguei ao aeroporto com a minha família tive logo três surpresas que não esperava. Quem teve lá sabe do que estou falar. LOL. Obrigado Fati, Marta e Reyge.
A viagem estava marcada para as 14:00, mas as companhias de low-cost, já se sabe baratas demais (quando a esmola é muita o pobre desconfia), trazem sempre algo de surpreendente. Desta vez, mudou a porta de embarque, era a 14 passou para a 16, e além disso, o avião só se atrasou 40 minutos. Depois destas tropelias e esperas, finalmente embarco, eram 15:00 certas. O percurso demorou uma hora, logo o desembarque foi às 17:00 (hora local).
Ao fim de ter toda a bagagem na mão inicio uma nova aventura no aeroporto Barajas: encontrar a entrada para o metro, pois eu sabia da sua existência ali. Para além de estar muito bem sinalizado, o aeroporto tem bastantes pessoas que nos podem ajudar a esclarecer dúvidas. O pior foi o que tive de andar para coger o metro, foram escadas rolantes, passadeiras rolantes, corredores…sei lá mais o quê. Com o bilhete de metro na mão, depois de ter sido sacado numa máquina automática, lá vou eu para o underground madrileño. A orientação é bastante fácil para as pessoas que estão ali pela primeira vez como eu, as indicações são claras e precisas.
Consigo arranjar um lugar para me sentar, e então pergunto a um senhora que ia ao meu lado, se aquela era a direcção para Nuevos Ministerios. A senhora com a sua simpatia espanhola, que por acaso até foi muita, respondeu-me que sim. Mas a conversa não ficou por aí, bastante faladora, contou-me logo que não era de Madrid, mas sim de León, estava ali de passagem e que também ia para uma estação de metro na minha linha, Méndez Álvaro. Não me fiz de rogado e também lhe contei um pouco da minha história ali, o porquê e o como de estar naquele sítio. Como eu sabia que ia para a estação O’Donnell, disse-lhe que depois tínhamos de mudar de linha, e assim foi. Quando me fui embora, saiu-lhe o típico: ¡Qué tengas suerte!
Com um mapa do famoso Google, que por sorte não era nada mau, iniciei a busca da residencial pelas calles. Apesar de ter uma bússola na mala, o meu norte em Espanha está voltado para sul, e vice-versa, aí começou a primeira dor de cabeça do dia. LOL. Depois de perguntar a uma casal de idosos, a dois polícias e a um grupo de adolescentes vejo pela primeira vez um nome de uma rua no mapa, pois este era muito reduzido e específico. Naquela hora amaldiçoei o facto de não ter comprado um guia da cidade, mas enfim….
Sabendo eu que estava perto do local, mas não sabia onde estava propriamente a rua, perguntei outra vez a quatro chicas espanholas onde ficava a rua, que agora para mim já era maldita. Disseram que era mais para baixo donde eu estava, mas não tinham certeza. Quando lhes falei de uma residência de estudantes, riram-se, não conheciam nenhuma naquele bairro. O meu sangue naquele momento gelou, se não existisse onde é que eu me ia meter àquela hora. As raparigas decidem-se a ajudar-me a encontrar a tal rua, graças ao mapa que trazia encontrámos a rua, pois onde devia estar a placa está uma obra a decorrer. Finalmente, no número 7 ali estava a residência.
Despedidas e agradecimentos feitos às chicas, toco à campainha e sou recebido por uma empregada boliviana muito simpática (descobri a sua origem pelo sotaque e pela resposta que me deu aquando da minha interrogação sobre a sua origem). LOL. Uma residência bastante acolhedora e simpática acolhe-me, espero eu, por alguns dias, até encontrar uma habitación.
PS: Escrevi muito hoje porque é o primeiro dia e estou muito cansado para sair, senão ninguém me apanhava nessa movida madrileña.

O meu dia até nem começou muito cedo, à partida já sabia que ia ser bastante agitado, o que veio realmente a acontecer. Quando cheguei ao aeroporto com a minha família tive logo três surpresas que não esperava. Quem teve lá sabe do que estou falar. LOL. Obrigado Fati, Marta e Reyge.
A viagem estava marcada para as 14:00, mas as companhias de low-cost, já se sabe baratas demais (quando a esmola é muita o pobre desconfia), trazem sempre algo de surpreendente. Desta vez, mudou a porta de embarque, era a 14 passou para a 16, e além disso, o avião só se atrasou 40 minutos. Depois destas tropelias e esperas, finalmente embarco, eram 15:00 certas. O percurso demorou uma hora, logo o desembarque foi às 17:00 (hora local).
Ao fim de ter toda a bagagem na mão inicio uma nova aventura no aeroporto Barajas: encontrar a entrada para o metro, pois eu sabia da sua existência ali. Para além de estar muito bem sinalizado, o aeroporto tem bastantes pessoas que nos podem ajudar a esclarecer dúvidas. O pior foi o que tive de andar para coger o metro, foram escadas rolantes, passadeiras rolantes, corredores…sei lá mais o quê. Com o bilhete de metro na mão, depois de ter sido sacado numa máquina automática, lá vou eu para o underground madrileño. A orientação é bastante fácil para as pessoas que estão ali pela primeira vez como eu, as indicações são claras e precisas.
Consigo arranjar um lugar para me sentar, e então pergunto a um senhora que ia ao meu lado, se aquela era a direcção para Nuevos Ministerios. A senhora com a sua simpatia espanhola, que por acaso até foi muita, respondeu-me que sim. Mas a conversa não ficou por aí, bastante faladora, contou-me logo que não era de Madrid, mas sim de León, estava ali de passagem e que também ia para uma estação de metro na minha linha, Méndez Álvaro. Não me fiz de rogado e também lhe contei um pouco da minha história ali, o porquê e o como de estar naquele sítio. Como eu sabia que ia para a estação O’Donnell, disse-lhe que depois tínhamos de mudar de linha, e assim foi. Quando me fui embora, saiu-lhe o típico: ¡Qué tengas suerte!
Com um mapa do famoso Google, que por sorte não era nada mau, iniciei a busca da residencial pelas calles. Apesar de ter uma bússola na mala, o meu norte em Espanha está voltado para sul, e vice-versa, aí começou a primeira dor de cabeça do dia. LOL. Depois de perguntar a uma casal de idosos, a dois polícias e a um grupo de adolescentes vejo pela primeira vez um nome de uma rua no mapa, pois este era muito reduzido e específico. Naquela hora amaldiçoei o facto de não ter comprado um guia da cidade, mas enfim….
Sabendo eu que estava perto do local, mas não sabia onde estava propriamente a rua, perguntei outra vez a quatro chicas espanholas onde ficava a rua, que agora para mim já era maldita. Disseram que era mais para baixo donde eu estava, mas não tinham certeza. Quando lhes falei de uma residência de estudantes, riram-se, não conheciam nenhuma naquele bairro. O meu sangue naquele momento gelou, se não existisse onde é que eu me ia meter àquela hora. As raparigas decidem-se a ajudar-me a encontrar a tal rua, graças ao mapa que trazia encontrámos a rua, pois onde devia estar a placa está uma obra a decorrer. Finalmente, no número 7 ali estava a residência.
Despedidas e agradecimentos feitos às chicas, toco à campainha e sou recebido por uma empregada boliviana muito simpática (descobri a sua origem pelo sotaque e pela resposta que me deu aquando da minha interrogação sobre a sua origem). LOL. Uma residência bastante acolhedora e simpática acolhe-me, espero eu, por alguns dias, até encontrar uma habitación.
PS: Escrevi muito hoje porque é o primeiro dia e estou muito cansado para sair, senão ninguém me apanhava nessa movida madrileña.
Subscrever:
Mensagens (Atom)